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O (des)governo biopolítico da vida humana |
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Últimas
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Escrito por Luisa Alves
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Qui, 26 de Agosto de 2010 01:21 |
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O Instituto Humanitas Unisinos - IHU, em conjunto com os programas de pós-graduação em Ciências Sociais, Educação, Direito, Filosofia e Saúde Coletiva, da Universidade, promovem o XI Simpósio Internacional IHU: O (des)governo biopolítico da vida humana, que ocorrerá de 13 a 16 de setembro, no Anfiteatro Pe. Werner, da Unisinos.
A proposta do Simpósio é reunir pessoas interessadas, de diversas áreas do conhecimento, para um debate transdisciplinar sobre a vida humana como objeto do poder e recurso útil nas estratégias das sociedades contemporâneas.
Conferencistas
Com a proposta de aprofundar reflexões sobre o tema, estarão presentes referências nacionais e internacionais, de áreas como Antropologia, Filosofia, Ciências Sociais e Políticas, Direito, Educação, Psicologia, Saúde Coletiva, Teologia, entre outras, para ministrar as atividades que integram o evento.
Inscrições
As inscrições estão abertas, com valor especial de R$ 160,00 (profissionais) e de R$ 80,00 (estudantes em geral) até 21 de agosto. Após essa data, os valores ficam entre R$ 200,00 e R$ 100,00, respectivamente. As vagas são limitadas.
Para mais informações, acesse:
www.ihu.unisinos.br
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Tradução: "Antropogênese", de Giorgio Agamben |
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Filosofia
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Escrito por Murilo Duarte Costa Corrêa
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Sex, 23 de Julho de 2010 00:00 |
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Antropogênese
Giorgio Agamben
Tentemos enunciar sob a forma de teses o resultado provisório da nossa leitura da máquina antropológica da filosofia ocidental:
1) A antropogênese é o que resulta da cesura e da articulação entre o humano e o animal. Essa cesura passa, antes de mais nada, ao interior do homem.
2) A ontologia, ou filosofia primeira, não é uma inócua disciplina acadêmica, mas a operação em todo sentido fundamental em que se atua a antropogênese, o tornar-se humano do vivente. A metafísica é apanhada do início ao fim nessa estratégia: ela concerne, precisamente, àquela metá que completa e custodia a superação da phýsis animal em direção à história humana. Essa superação não é um evento que se cumpre de uma vez por todas, mas um acontecimento sempre em curso, que decide a cada vez, e em cada indivíduo, sobre o humano e o animal, sobre a natureza e a história, sobre a vida e a morte.
3) O ser, o mundo, o aberto não são, contudo, qualquer coisa diversa do ambiente e da vida animal: esses não são senão a interrupção e a captura da relação do vivente com seu desinibidor. O aberto não passa de uma captura do não-aberto animal. O homem suspende a sua animalidade e, desse modo, abre uma zona “livre e vazia” na qual a vida é capturada e abandonada em uma zona de exceção.
4) Mesmo porque o mundo é aberto pelo homem unicamente através da suspensão e da captura da vida animal, o ser é já sempre atravessado pelo nada, a Licthtung é já sempre Nichtung.
5) O conflito político decisivo, que governa todos os demais conflitos, é, na nossa cultura, aquele entre a animalidade e a humanidade do homem. A política ocidental é, a saber, co-originariamente biopolítica.
6) Se a máquina antropológica era o motor do devir histórico do homem, agora, o fim da filosofia e a realização das destinações epocais do ser significam que a máquina gira, hoje, em vão.
7) Dois cenários são, nesse ponto, possíveis na perspectiva de Heidegger: a) o homem pós-histórico não custodia mais a própria animalidade enquanto arcano, mas procura governá-la e tomá-la a seu cargo através da técnica; b) o homem, o pastor do ser, apropria-se da sua própria latência, da sua própria animalidade, que não resta escondida, tampouco é convertida em objeto de domínio, mas é pensada como tal, como puro abandono.
• Tradução do original, em italiano, AGAMBEN, Giorgio. Antropogenesi. In: L’Aperto. Torino: Bolatti Boringhieri, 2003, p. 81-82.
•• Professor de Filosofia do Direito e Teoria do Direito, vinculado ao Departamento de Propedêutica do Direito da Faculdade de Direito do Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA); Professor do Curso de Direito do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas da Fundação de Estudos Sociais do Paraná (CCSA/FESP-PR). Mestre em Filosofia e Teoria do Direito pelo Curso de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (CPGD/UFSC). Graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (FD/UFPR).
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Última atualização em Sex, 23 de Julho de 2010 15:04 |
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Literatura
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Escrito por Sérgio Araújo
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Qui, 15 de Julho de 2010 01:36 |
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Como crateras escavadas na noite densa para abrigar os restos de sua alma vazia; assim eram os olhos de Zulmira. Não via nos becos sórdidos a decadência das gentes, mas uma potencialidade para o inesperado e o fatídico.
Ela zombava do tempo e do ser. Nas tempestades da carne e no redemoinho da embriaguez delirante encapsulava antídotos e panaceias para os breves dias de amarga lucidez.
Em outros palcos, novos atores, velhos canastrões, máscaras partidas no relance dos braços e abraços enclausurados na inconsistência da troca. Nada de afetos afoitos ou sinceras desculpas.
Gente se parte ao meio – dizia - como quem rasga uma antiga fotografia para segregar memórias. Zulmira, a dama da noite, rompia a escuridão tateando na atmosfera onírica do seu próprio destino encrostado nas pedras das ruas.
Zulmira, por trás da fumaça, imprimia no ar um sorriso ácido como o blues que brilhava na superfície negra do vinil.
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Última atualização em Seg, 19 de Julho de 2010 18:39 |
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Filosofia
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Escrito por Bernardo Rieux
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Ter, 27 de Abril de 2010 15:57 |
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Faleceu ontem o filósofo francês Pierre Hadot, especialista em filosofia antiga.
Um de seus últimos textos, dedicado a Marco Aurélio, chamava a atenção à possibilidade de, para além de posições despóticas ou reduções do papel público aos desígnios privados, a filosofia tornar possível um "cidadão do mundo". Idéia semelhante a uma frase de Bergson, que orientou Hadot desde o início de seu percurso filosófico:
La philosophie n'est pas une construction de système, mais la résolution une fois prise de regarder naïvement en soi et autour de soi
Informes: Le Monde, NouvelObs, PhiloMag. Página sobre Hadot no Collège de France. |
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Última atualização em Ter, 27 de Abril de 2010 17:04 |
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Mais além dos direitos do homem, de Giorgio Agamben |
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Política
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Escrito por Murilo Duarte Costa Corrêa
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Qua, 14 de Abril de 2010 18:17 |
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Mais além dos direitos do homem
Giorgio Agamben
Tradução de Murilo Duarte Costa Corrêa
Editor do blog A navalha de Dalí
1. Em 1943, Hannah Arendt publicava em uma pequena revista hebraica em língua inglesa, “The Menorah Journal”, um artigo intitulado We refugees, “Nós, refugiados”. Ao final desse breve, mas significativo, escrito, depois de ter polemicamente esboçado o retrato de Mr. Cohn, o hebreu assimilado que, depois de ter sido 150% alemão, 150% vienense, 150% francês, ao cabo, deve dar-se conta, amargamente, de que on ne parvient pas deux fois, essa invertida condição de refugiado e de apátrida que se encontrava vivendo, para propô-la como paradigma de uma nova consciência histórica. O refugiado que perdeu todo direito e cessa, porém, de querer-se assimilar a qualquer preço a uma nova identidade nacional para contemplar lucidamente a sua condição, recebe, em troca de uma segura impopularidade, uma vantagem inestimável: “a história não é mais, para ele, um livro fechado, e a política deixa de ser privilégio dos Gentios. Ele sabe que o banimento do povo hebraico na Europa foi seguida imediatamente do banimento da maior parte dos povos europeus. Os refugiados expulsos de país em país representam a vanguarda de seus povos”.
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Última atualização em Seg, 19 de Julho de 2010 18:41 |
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Paris, 4 de novembro de 1995 |
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Artz
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Escrito por JORGE SOARES
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Ter, 23 de Março de 2010 03:54 |
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Paris, 4 de novembro de 1995
O que fazer com o corpo estendido no meio fio...Depois do ultimo bater das asas.
Parte para servir no banquete.
Por onde transubstancia o meu Desejo.
Jorge Soares, Rio de Janeiro, 4 de novembro 1995. |
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Última atualização em Sex, 26 de Março de 2010 12:38 |
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