Lembrar-me
Kostas Axelos (1924-2010)
Filosofia
Escrito por Bernardo Rieux   
Seg, 08 de Fevereiro de 2010 23:17

Faleceu dia 4 de fevereiro o filósofo grego Kostas Axelos, autor de diversos livros sobre Heidegger e Marx. Em 1964, Gilles Deleuze escreveu:

Kosta Axelos (...) tem uma formação dupla, marxista e heideggeriana. E mais, a força e inspiração de um grego, sutil ou sábio. Ele censura seus mestres por não haverem rompido suficientemente com a metafísica, por não terem concebido suficientemente as potências de uma técnica ao mesmo tempo real e imaginária, por serem ainda prisioneiros das perspectivas que eles mesmos denunciavam.

Diante dos "mestres", Axelos ofereceria uma "filosofia nova" em livros como Vers la pensée planétaire, Marx penseur de la technique e Heráclito e a Filosofia (Cf. link acima). Há um escrito em edição brasileira, intitulado Horizontes do Mundo. Mais informes:

- Paris: Greek Philosopher Axelos dies

- Kostas Axelos, horizon ultime

- Death of noted philosopher Kostas Axelos

- Kostas Axelos, penseur du “Jeu du monde” (Le Monde, 22/4/1977)

- Wiki em ingles e francês (com referencias)

 
Tradução: Žižek, repressão, de Jean-Clet Martin
Esquizoanálise
Escrito por Murilo Duarte Costa Corrêa   
Dom, 03 de Janeiro de 2010 11:11

Filósofo. Professor do Collège International de Philosophie em Paris, França. Autor de « Variations. La philosophie de Gilles Deleuze », publicado originalmente em 1993 pela coleção Petite Bibliothèque Payot.

 

 

 

Deleuze pensaria já como Hegel, mas sem querer – puro hegeliano reprimido. É uma tese de Žižek, em verdade, nada original, sabido que Deleuze não é nada acessível a essas categorias estreitas que constituem a repressão, ou a palavras terminadas em “...iano”. Aliás, ele não é mais bergsoniano que nietzschiano: ele é Deleuze. Um pensamento cujo percurso integra pontos e contrapontos segundo um dobramento que lhe pertence completamente, e no qual ele renova os trajetos, os limiares, em função dos conceitos que inventa. Trata-se, sobretudo, de uma maneira de retroceder seu pensamento, revelando no interior de uma filosofia algo que ali não figura, criando-se precursores, virtualidades que não existiriam não fosse essa criação.

Última atualização em Dom, 03 de Janeiro de 2010 14:09
 
Questões Contemporâneas a partir de Gilles Deleuze
Escrito por Bernardo Rieux   
Qua, 09 de Dezembro de 2009 22:56

IMAGEM - Caderno da revista eletrônica Polêm!ca, da UERJ. n.8(4) - ano 2009

Apresentação do Caderno Imagem
Rodrigo Gueron

Gilles Deleuze anticapitalismo e ativismo politico
Rodrigo Gueron

Deleuze, migrações e racismo
Leonora Figueredo

Deleuze, a antropologia imanentista
Giuseppe Cocco

Funk: nomadismos, inadequações e instaurações estéticas na cidade-tudo.
Aldo Victorio

Deleuze, Guattari e as Cidades
Gerardo Silva

Acontecimentos nas metrópoles
Barbara Szaniecki

 
BURLESCAS
Artz
Escrito por Marcos Zan   
Sáb, 28 de Novembro de 2009 01:05

Povo.

A Companhia Silenciosa de Teatro foi fundada em início de 2002 com o objetivo de criar um ambiente de pesquisa e produção artística do sul do Brasil, que se desenvolve a partir de vertentes que problematizam fisicalidade e virtualidade, visualidade e relação entre arte e espectador, criação de ficções e estudo da linguagem e estruturações dramatúrgicas alternativas, bem como relativiza tópicos recorrentes como relações de poder, sexualidade, gênero e artificialidade. Destaca-se também, no trabalho da Companhia Silenciosa, o intenso flerte com linguagens artísticas como artes visuais, performance art e dança.

 
Máquinas de fazer sorrir: notas sobre uma economia da felicidade
Michel Foucault
Escrito por Murilo Duarte Costa Corrêa   
Qua, 25 de Novembro de 2009 12:23


por Murilo Duarte Costa Corrêa

1. Em 1972, Jigme Singye Wangchuck, soberano do Butão, criou o termo FIB (Felicidade Interna Bruta) ao responder à crítica de um jornalista que afirmava, a partir do PIB (Produto Interno Bruto), que a economia butanesa apresentava uma miserável taxa de crescimento.
Última atualização em Dom, 03 de Janeiro de 2010 14:10
 
Ao mestre com carinho.,,
Filosofia
Escrito por lathea   
Qua, 04 de Novembro de 2009 06:19

“Ao mestre com carinho, Claude Lévi-Strauss”.

Quando pelo os corredores de certo pátio, ouvi falar; tal de Lévi-Strauss, não tinha me dado conta, que a historia da antropologia mudaria seu rumo para sempre. Foi quando li o tal Leví-Strauss, o mundo se abriu em mil possibilidades. Estive engajado na geração Strauss, quando no fervor das grandes questões e circunstâncias, seu nome era citado.

Claude Lévi-strauss, não é só uma referência antropológica, é um mito do meu tempo, o gênio da epistemologia. Junto com Foucault, Strauss é um símbolo da ruptura da ciência tradicional, partindo para a modernidade. Tem uma teoria que eu nunca esqueci, sabe aquele pensamento, citação, que agente lê, e na mesma hora, a coisa fica gravada na cabeça? Foi isso que aconteceu comigo, em relação a Lévi-Strauss.

Sempre em bares e festas e corredores, ocorria-me essa teoria do Mestre: a civilização não evoluiu como dizem os cientistas positivistas do século passado, ou seja, como uma linha reta, gradualmente de ponto a ponto. O mestre dizia; a civilização evolui feito um cavalo, referindo-se ao jogo de xadrez. A evolução não é uma subida ininterrupta, a evolução se dá em várias direções; para frente, para trás, para o lado, nunca tem uma retidão exata. Nem um código universal. O que para um índio é um traço de tecnologia avançada, para nós, não passa de bugiganga.

Outro dia vi uma matéria sobre moedores de farinha de mandioca, vi coisas desde o tempo remoto até, fábricas especializadas em farinha de mandioca. Do pilão a até as moderníssimas maquinarias que fazem o trabalho em grande escala, gerando muitos empregos.

Aprendi isso com o Mestre Lévi-Strauss. Sem ele, seria difícil conceituar essas coisas, ter uma idéia clara sobre essas questões. Hoje, adoro os selvagens, por causa do livro “O Pensamento Selvagem”. Gênios assim, deveriam viver para sempre. É uma perda não só humana, mais também, uma perda das idéias, da inteligência, da ciência e da observação.

O pai da antropologia moderna, o estruturalista arrojado, nos deixa esse legado. Para que nunca haja desrespeito em relação aos nossos ancestrais, nossa cultura, nossa identidade.

Ass, Lathea

Última atualização em Qua, 04 de Novembro de 2009 11:47
 
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